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19 março, 2021

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

 Registros de violência doméstica crescem 50% em BH, e PC lança manual de apoio

Cartilha indica a quais sinais mulheres têm que atentar-se para perceber a violência doméstica e familiar e relacionamentos tóxicos, e também detalha como e onde vítimas podem procurar ajuda do Estado

Por LARA ALVES 

Manual de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher

Manual de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher foi lançado nessa sexta-feira (5) e integra ações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para o Dia Internacional da Mulher no próximo 8 de março

Foto: Flávio Tavares

Delegadas Cristiane Moreira, Carolina Bechelany e Isabela Franco Oliveira

Delegadas Cristiane Moreira, Carolina Bechelany e Isabela Franco Oliveira apresentaram manual em entrevista coletiva na tarde de sexta-feira (5), no Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família (DEFAM), em Belo Horizonte

Foto: Flávio Tavares

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, lembrado na próxima segunda-feira (8), estatísticas elaboradas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) recém-divulgadas trouxeram à baila um alarmante cenário de elevação no número de registros policiais ligados à violência doméstica em Belo Horizonte.

Documento apresentado nessa sexta-feira (5) revela estrondoso crescimento de 50,15% na quantidade de ocorrências sobre agressões contra a mulher no espaço familiar quando comparados os meses de janeiro de 2020 e de 2021 – no primeiro, foram feitos 1.659 registros do gênero na capital mineira, número que subiu para 2.491 à segunda ocasião.

Assustadores índices e inquietação frente a hipótese de subnotificação de episódios de violência doméstica em face do isolamento social levaram a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) a lançar nessa sexta-feira (5), no Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família (DEFAM), na região Centro-Sul de BH, uma cartilha com recomendações de segurança para mulheres que encontram-se em situação de vulnerabilidade por agressões praticadas por maridos, namorados e familiares.

Chamado “Manual de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher”, o guia contém informações para que vítimas reconheçam se estão ou não em circunstâncias de violência e orientações sobre como pedir apoio à justiça e aos órgãos ligados ao Estado.

De acordo com a delegada Carolina Bechelany, à frente do DEFAM, trata-se de um material para levar informações básicas às mulheres nessas condições. “Nós acreditamos que uma mulher informada é capaz de entender o ciclo da violência, e, descobrir que certos comportamentos, que antes pareciam normais a ela, são, na verdade, violentos. A informação é uma arma para que mulheres tenham coragem de procurar a polícia”.

Elaborado a partir da Lei Maria da Penha, que completa 15 anos em agosto, o manual classifica os cinco tipos de violência que uma mulher pode sofrer no contexto doméstico e indica quais os passos para denunciar um agressor e para solicitar proteção e assistência. Segundo a delegada Cristiane Moreira, titular na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), a cartilha é uma oportunidade de conscientização da mulher sobre seus direitos e garantias.

“As delegacias são as portas de entrada para mulheres que sofrem violência. Começa aqui o atendimento com o registro formal da denúncia. Logo depois, iniciamos uma cadeia de cuidados com a mulher, que pode pedir uma medida protetiva. A partir daí, a polícia começa a atuar de maneira incisiva na responsabilização penal desse agressor, e também garante o encaminhamento dessa mulher para os serviços necessários, como acolhimento em abrigos, atendimento psicossocial e amparo jurídico”, afirma.

Subnotificação em meio à pandemia preocupa

A permanência de mulheres com seus agressores por períodos maiores em função do isolamento social tornou-se uma preocupação para órgãos de segurança frente a hipótese de que vítimas de violência, presas no espaço doméstico com seus parceiros, não conseguissem meios para denunciá-los.

O alerta traduziu-se em maior atenção com uma possível subnotificação dos registros de violência contra a mulher. Foi percebida, aliás, uma queda no número de ocorrências do gênero quando comparados 2019 e 2020 – no primeiro ano de pandemia, foram registradas 18.071 em Belo Horizonte; por outro lado, foram 18.728 em 2019, segundo a Sejusp.

“Em um primeiro momento achávamos que os números iam aumentar pelo fato das pessoas estarem confinadas. Por outro lado, pelo confinamento, acreditamos que haveria uma subnotificação. Hoje analisamos se há, de fato, uma subnotificação ou se políticas públicas têm apresentado algum resultado”, discute a delegada Carolina Bechelany.

Sobre o crescimento no número de registros de violência doméstica contra a mulher se comparados os meses de janeiro de 2020 e de 2021, ela esclarece que é cedo para supor razões sobre o aumento. “É um dado muito recente. Com um mês não conseguimos explicar, porque um mês não basta para revelar um comportamento de tendência. É um período curto dentro do contexto geral”, conclui.

Como acessar a cartilha?

O manual lançado está disponível gratuitamente na internet. Foram criadas duas versões: uma para Belo Horizonte, com endereços de delegacias, e uma geral para o interior de Minas Gerais. “O manual específico para Belo Horizonte contém informações sobre os órgãos de atendimento para proteção de mulheres em situação de violência. Foi feita também uma outra versão que poderá ser usada em qualquer outro município”, detalha a delegada Isabela Franco Oliveira, à frente da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, ao Idoso, à Pessoa com Deficiência e Vítima de Intolerância. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também preparou um vídeo didático que explica o passo-a-passo para denunciar. Assista ao vídeo abaixo.




Questões:

1- Quais são os tipos de violência doméstica a que as mulheres estão sujeitas?

2-Na sua opinião, quais são as causas da violência doméstica?

3- Você conhece algum caso de violência contra a mulher? Conte-o para nós.

4-Qual atitude devemos ter quando percebemos um caso de violência contra a mulher em andamento?




Pandemia vai tirar das mulheres 10 anos de avanços no mercado de trabalho

 Como se as mães que trabalham fora não tivessem o suficiente com o que se preocupar, especialistas estão alertando que o progresso na direção da igualdade de gênero talvez seja o item mais recente na longa lista de consequências da pandemia do novo coronavírus.

Pesquisas substanciais mostram que a maioria das lacunas de gênero são, na verdade, da maternidade; mulheres sem crianças estão muito mais próximas da paridade com os homens quando o assunto é salário e promoções, mas as mães pagam uma grande penalidade.

As mulheres tendem a ficar com a maior parte do cuidado com as crianças e a família. Para trabalharem, elas precisam de ajuda. Mas os pais têm sido lentos em mudar seu comportamento. E, sem subsídios, pagar por esses cuidados pode ser proibitivo.

As empresas já tendem a penalizar as mulheres que escolhem trabalhar por um período de tempo menor ou que precisam de mais flexibilidade, e isso também está sendo exacerbado na pandemia.

“A pandemia adiou os meus sonhos”: o impacto da covid-19 nas vidas de jovens que se preparavam para o Enem

"Com base em décadas de pesquisa, sabemos que há uma instituição que foi efetiva ao limitar a desigualdade de gênero e ao encorajar a participação feminina no mercado de trabalho, o ensino fundamental, disse Claudia Olivetti, economista na Dartmouth College.

Agora, a pandemia está tirando isso também, colocando pressão em mães que trabalham fora, como eu.

Em todo o mundo, as trabalhadoras enfrentam escolhas brutais sobre ficar em casa, se ainda não tiverem sido demitidas. E o efeito pode ser particularmente severo em países como os Estados Unidos, onde a pandemia tem se misturado a desigualdades que as mulheres já enfrentavam como resultado da falta de uma licença-maternidade remunerada e cuidados infantis acessíveis.

"A questão", diz Olivetti, que estuda a desigualdade de gênero, "é o quanto voltaremos atrás?"

'Eu tentei por uma semana, mas não pude'

Israel é um exemplo do poder do cuidado infantil subsidiado para estreitar as lacunas de gênero no trabalho, mas também é um conto preventivo sobre como a pandemia pode facilmente quebrar esse progresso frágil. 

O governo de Israel dá educação infantil gratuita a partir dos 3 anos e oferece creche para muitos bebês e crianças. Como consequência, antes da pandemia, a participação média das mulheres na força de trabalho era de 74%, significativamente maior do que a média da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE), que é de 66%, de acordo com um relatório recente do Centro Taub para Estudos de Política Social, um think tank israelense. A diferença de gênero nos salários, embora persistente, estava diminuindo.

Então veio a Covid-19. As escolas e as creches fecharam no meio de março, e o cuidado infantil que permitiu que as mulheres trabalhassem foi embora.

"O primeiro impacto é que o ritmo de desemprego está crescendo mais rápido para mulheres do que homens", disse Liora Bowers, autora do relatório do Centro Taub. As mulheres são minoria na força de trabalho israelense, mas formam 56% dos que perderam seus empregos desde que a pandemia começou.

Esse fenômeno não é resultado das demissões serem concentradas em trabalhos femininos: Bowers descobriu que em 18 de 19 indústrias, as taxas de pedidos de seguro-desemprego por mulheres são maiores do que sua representação na indústria.

As mulheres já tinham posições mais precárias na força de trabalho — cargas horárias menores, menos dinheiro com menos ascensão na carreira do que os homens. A perda do cuidado infantil restringe ainda mais as horas e a disponibilidade delas, significando que quase sempre as mulheres foram as primeiras selecionadas para as demissões e licenças não-remuneradas, concluiu o relatório. E notou que muitas famílias parecem decidir que, se precisam que um dos pais deixe o trabalho para priorizar o cuidado com os filhos, deve ser o que ganha menos - quase sempre a mãe.

Sveta Skibinsky Raskin, mãe de cinco que mora em Jerusalém, trabalhou como escritora enquanto seus filhos estavam na escola e na creche. Mas quando as escolas fecharam, ela teve que parar. "Eu não posso trabalhar em um ambiente que constantemente pede a minha atenção".

Mesmo quando as escolas reabriram em maio, eram muito imprevisíveis, diz ela. Enquanto conversávamos, seus dois filhos mais velhos estavam em isolamento depois que colegas de turma testaram positivo para o coronavírus. Agora, com o país de volta ao lockdown para combater a segunda onda da Covid-19, "muitas mulheres estão fazendo escolhas difíceis", ela disse.

Provavelmente será pior nos Estados Unidos

Antes da pandemia, muitas mães americanas foram forçadas a deixar o mercado de trabalho por algum período porque não podiam custear o cuidado dos filhos. E pesquisas mostram que quanto mais tempo as mulheres passam fora do mercado de trabalho, mais severos são os efeitos em seus ganhos.

Um estudo de 2018 realizado pelo Instituto de Pesquisa para Políticas de Mulheres descobriu que quatro anos ou mais fora do mercado de trabalho leva a uma redução de 65% dos ganhos, comparado com uma perda de 39% para quem fica um ano fora. Como o fechamento das escolas força as mulheres a ficarem um ou dois anos além do planejado fora do mercado de trabalho, haverá consequências para sua estabilidade financeira.

Um relatório da consultoria McKinsey Global descobriu que nos Estados Unidos, onde as mulheres são 43% da força de trabalho, elas são 56% das perdas de emprego relacionadas à Covid. Não é claro o quanto disso está relacionado à perda de creches e escolas.

A Suécia, que subsidia creches e tem uma das maiores taxas de participação feminina no mercado de trabalho entre países desenvolvidos, deixou escolas e creches abertas durante a pandemia. Embora isso possa ser questionável em termos de estratégia de saúde pública — o número de mortos na Suécia é maior do que nos países vizinhos, permitiu que mães e pais que trabalham fora evitassem os fardos do lockdown.

Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/celina/pandemia-vai-tirar-das-mulheres-10-anos-de-avancos-no-mercado-de-trabalho-24667286 Acesso em 10 de março 2020

Atividades

1) Considerando que Israel tem uma população de aproximadamente 9.300.000 pessoas, calcule quanto é 74% desta população?

2) “Bowers descobriu que em 18 de 19 indústrias, as taxas de pedidos de seguro-desemprego por mulheres são maiores do que sua representação na indústria.”

3) Que porcentagem representa 18 em 19?

4) Segundo a Mc Kinsey Global, a cada 1000 trabalhadoras americanas, aproximadamente quantas perdem o emprego pela COVID?

5) Pesquise qual a porcentagem de mulheres brasileiras que foram desempregadas pela COVID.

6) Observe a charge abaixo, e faça o que se pede.


Foto: Ilustração de Acir GalvãoFonte: https://www.otempo.com.br/interessa/saude-mental-sobrecarregada-e-ameaca-para-mulheres-em-tempos-de-coronavirus-1.2332566

Após ler o texto e observar a charge, escreva em seu caderno um texto sobre a forma como o período de quarentena na pandemia afetou a rotina das mulheres no ambiente familiar. Dê um título ao seu texto.

Atividade complementar:

Assistir ao curta “Vida Maria”.





02 março, 2021

A DISTRIBUIÇÃO DA VACINA NO BRASIL E NO MUNDO

A DISTRIBUIÇÃO DA VACINA NO BRASIL

No Brasil o responsável pela compra e a distribuição das vacinas contra a covid-19 é o governo federal, tal distribuição é realizada pelo ministério da saúde. O governo federal compra ou produz as vacinas e em seguida as distribui para os estados da federação.

“O Projeto de Lei 4023/20, do Senado, estabelece que a vacinação contra a Covid-19 no País deverá abranger, de forma gratuita, toda a população-alvo brasileira, a qual será definida com base em parâmetros científicos pelo Poder Executivo, devendo priorizar os grupos mais vulneráveis à doença, como profissionais de saúde, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Critérios técnicos também deverão, segundo o texto, nortear a distribuição das doses e dos recursos federais para aquisição de vacinas por estados, Distrito Federal e municípios, o que obriga o governo federal, antes de qualquer decisão, a considerar dados demográficos, epidemiológicos e sanitários de todas as regiões do País, ou seja, o tamanho da população, a porcentagem de grupos prioritários, números de casos confirmados da doença, de imunizados e de óbitos, entre outros.

O Sistema Único de Saúde (SUS), pela proposta, terá prioridade nas aquisições e na distribuição das vacinas contra Covid-19 até que as metas de cobertura vacinal nacional sejam alcançadas.”
Fonte: Agência Câmara de Notícias

Cada estado por sua vez recebe o seu lote de vacinas e as distribui para os seus respectivos municípios. Esta distribuição também segue critérios, tais como, a quantidade de pessoas consideradas do grupo de risco que mora em cada município. Dentro de cada município é que de fato ocorre a vacinação das pessoas. A imagem abaixo mostra um avião da policia civil de Minas Gerais que vem ajudando na distribuição das vacinas contra a covid-19 no estado.



Governo de Minas distribui para o interior nova remessa da vacina contra a Covid-19
Foto: Alex de Jesus

O governo de Minas Gerais realizou, nesta segunda-feira (1), mais uma etapa da distribuição das vacinas contra o coronavírus. Três aviões decolaram do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino às regionais que vão receber as doses.

Na última quarta-feira (24), o Estado recebeu 357,4 mil de vacinas, sendo 220 mil da Astrazeneca / Fiocruz e 137,4 mil de Coronavac / Butantan. Logo na sexta, as vacinas começaram a ser distribuídas.

Nesta segunda-feira, o transporte foi realizado por aviões da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, sendo que o último decolou por volta das 9h35.

O Estado pretende ampliar a vacinação para idosos acima de 80 anos. A vacinação já pode ser inciada nas regionais que receberem as doses da vacina. Na sexta-feira (26), elas chegaram a Alfenas, no Sul de Minas, Uberlândia, ao Triângulo Mineiro, e a Montes Claros, no Norte do Estado.

Nesta segunda, as Unidades Regionais de Saúde de Barbacena, Coronel Fabriciano, Diamantina, Itabira, São João del Rey, Pouso Alegre e Varginha podem buscar os imunizantes na Central da Rede de Frio, em Belo Horizonte. Ainda hoje, as regionais de Governador Valadares, Teófilo Otoni, Pedra Azul, Juiz de Fora, Leopoldina, Ubá, Unaí, Ponte Nova e Manhuaçu receberão os imunizantes que serão transportados por aviões, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG).

Nesta manhã, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou que ainda não recebeu doses da nova remessa.
Fonte: jornal o Tempo


A DISTRIBUIÇÃO DA VACINA NO MUNDO

Vacinas contra covid-19: 'Distribuição desigual de imunizantes vai permitir contágios e mutações do coronavírus pelo mundo'
Lioman Lima - @liomanlima
BBC News Mundo
6 fevereiro 2021


A corrida global por uma vacina contra a covid-19 foi provavelmente uma das mais decisivas e frenéticas de nosso tempo. Em menos de um ano, companhias farmacêuticas, governos, centros de pesquisa e empresas afins de todo o mundo se uniram e materializaram imunizantes capazes de conter as infecções e mortes e tirar o mundo do isolamento.

Mas agora que as autoridades sanitárias de muitos países estão se esforçando para administrar o maior número possível de doses, surgem alertas de que a forma com que as vacinas estão sendo distribuídas representa outro grave perigo para a saúde pública mundial, como apontou um estudo da Universidade Duke, nos Estados Unidos, que se tornou referência no assunto.

Isso porque os países mais ricos já compraram a maior quantidade de vacinas que serão produzidas neste ano, enquanto os mais pobres não terão doses para aplicar nem em suas populações mais vulneráveis. Estima-se que cerca de 90% das pessoas em quase 70 países de baixa renda terão poucas chances de serem vacinadas em 2021.

O gráfico abaixo mostra a distribuição de vacinas contra a covid-19 pelo mundo de acordo com a renda per capta da população de cada país, ou seja, de acordo com a capacidade de cada país em produzir riquezas, comparada com o tamanho da sua população. Nele os países foram agrupados em alta renda, média alta renda, média baixa renda, baixa renda e Covax, que é um consórcio liderado pela organização mundial da saúde (OMS), que também atuou na compra e distribuição de vacinas para países.



O gráfico deixa claro que os países mais ricos compraram a maioria das vacinas e consequentemente irão vacinar primeiro as suas populações. Por outro lado os países mais pobres irão ter que aguardar a disponibilidade de vacinas no mercado mundial, para então adquiri-las. Entretanto nem todos os países do mundo têm dinheiro para comprar vacinas e distribuí-las para suas populações. Quanto mais tempo se demora para vacinar as pessoas, principalmente aquelas dos grupos de risco, maiores são as chances de ocorrerem mortes associadas à covid-19.

A África terá que esperar "semanas, senão meses" antes de receber as vacinas contra a Covid-19 aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de acordo com vários funcionários que trabalham para obter doses para o continente.

Quase 900 milhões de doses foram garantidas até agora por meio de várias iniciativas, o suficiente para inocular cerca de 30% dos 1,3 bilhão de pessoas que vivem no continente neste ano.

O acúmulo de pedidos de países ricos, déficits de financiamento, regulamentações e desafios logísticos, como cadeias de frio, retardaram o processo de distribuição das vacinas. "O mundo está à beira de um fracasso moral catastrófico e o preço será pago com vidas e meios de subsistência nos países mais pobres", advertiu o chefe da OMS, Tedros Ghebreyesus Adhanom.

A pressão por maior equidade têm crescido. Quase 40 milhões de doses foram administradas em pelo menos 49 países de renda mais alta, em comparação com apenas 25 doses administradas em apenas um dos países de renda mais baixa, de acordo com Adhanom. "Não 25 milhões, não 25 mil, apenas 25", disse ele, sem dizer a que país se referia.

Até agora, nenhuma das principais vacinas ocidentais chegou à África, quase dois meses depois que as primeiras doses foram administradas na Europa.

Vaccine Alliance descobriu que "as nações ricas que representam apenas 14% da população mundial compraram mais da metade (53%) de todas as vacinas mais promissoras". Isso incluiu todas as vacinas da Moderna para 2021 e 96% da produção esperada da Pfizer.

O Canadá liderou a lista, de acordo com os dados da empresa de análises Airfinity, "com doses suficientes para vacinar cada canadense cinco vezes". Grande parte dessa demanda deve ser atendida antes que os países de renda mais baixa tenham alguma chance.

  https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2021/01/19/vacinas-contra-covid-a-advertencia-da-oms-sobre-fracasso-moral-catastrofico-por-distribuicao-desigual-entre-ricos-e-pobres.ghtml




Com base na leitura do texto e nos seus conhecimentos, responda as questões em seu caderno.

1- Quem é o responsável pela distribuição de vacinas contra a covid-19 no Brasil?

2- Quais critérios devem ser considerados para a distribuição das vacinas no nosso país?

3- Até a data da publicação deste texto qual era a faixa etária da população de Minas Gerais que estava sendo vacinada?

4- De acordo com o gráfico apresentado no texto, a vacinação se dá de forma igualitária no planeta? Justifique sua resposta.

5- Quais são os principais entraves que dificultam a chegada da vacina nos países africanos?

6- Pergunte aos seus pais ou responsáveis se eles tomariam a vacina hoje, caso ela estivesse disponível para a faixa etária deles?


23 fevereiro, 2021

Matemática e Vacinação

Olá Estudantes!!!

Enquanto esperamos pela vacina, que tal descobrirmos como a matemática pode ajudar neste período???

O estudo de modelos matemáticos, ajudam a determinar o momento ideal para se iniciar uma campanha de vacinação em massa, tanto com o objetivo de se prevenir uma epidemia (antes do primeiro caso) quanto de controlar um surto já iniciado, como é o caso da COVID-19.

Matemática e vacinação podem assustar no início mas na realidade ajudam a todos.

A vacinação pode ser pensada como um atalho de S para R.


S= número de pessoas suscetíveis a pegar a doença.

I = número de infectados.

R = número de pessoas recuperadas.

M = número de mortos.



No Covid-19, o número básico de reprodução do vírus é de aproximadamente 4, o que isso significa? Que se uma pessoa estiver contaminada ela tem possibilidade de infectar mais 4 pessoas.


No começo da pandemia o número de infectados cresce exponencialmente de acordo com o número básico de reprodução.



Depois de 10 etapas de transmissão já seriam 410 = 1. 048.576, infectados.

O número básico de reprodução do vírus decresce à medida que pessoas se recuperam.

Considere a proporção de pessoas suscetíveis na população a pegarem a doença sendo:


 


(ou seja, pessoas suscetíveis a pegar a doença dividido pelo número de habitantes no Brasil).





Suspendendo o isolamento e as medidas sanitárias teríamos:





Podemos concluir então que para a pandemia ter a chance de ficar controlada no país devemos vacinar 72% da população que corresponde a aproximadamente 150 milhões de pessoas.


fonte: http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/licenciaturaemmatematicaitaqui/matematica-e-vacinacao/ acessado dia 08/02/2021.


Após a leitura do texto, você já estará por dentro de como a matemática é importante em todas as áreas, e para avaliar seu aprendizado faça as atividades do formulário abaixo.


09 fevereiro, 2021

Seja bem vindo de volta, estudante!

Olá estudante! Um novo ano se inicia e nós professores da Escola Municipal Professor Hilton Rocha gostaríamos de lhe desejar as boas-vindas! Ouça o Podcast que preparamos para você com muito carinho!

  Leia um poema que fala do nosso momento atual e nos deseja boas-vindas:

 “Para minha nova turma”

Esse é um novo ano

Essa é uma nova turma

E o nosso grande plano

É que logo se reúna

Os tempos são difíceis

Todo mundo já percebeu

Essa doença é muito triste

Mas confiamos em Deus

Dá saudade da escola

Dá saudade dos amigos

A mente voa, decola

Lembranças são como abrigos

Confie e acredite!

Muitas memórias vamos criar!

Pois a escola, todos sabem

É o nosso segundo lar

Mas enquanto esse tempo não chega

Não hesitem em me procurar

Estarei por aqui disponível

Para suas dúvidas sanar

Separados e unidos pela tecnologia

Pelo celular, apostila ou computador

Todos motivados e com alegria

Darei minhas aulas com muito amor

(Professora Jackeline Câmara )

  (https://odocumento.com.br/professora-recebe-alunos-com-poema-de-boas-vindas-em-rondonopolis/)

Atividade:

Em seu caderno de atividades, escreva um pequeno texto contando sobre suas expectativas quanto ao nosso retorno presencial em 2021. O texto pode ser um parágrafo ou um poema. Você pode falar também sobre a descoberta da vacina, sobre suas expectativas em relação a ela. Lembre-se de colocar um título!

Compartilhe aqui seu texto!





15 dezembro, 2020

JOGO DE XADREZ

OLÁ ESTUDANTES!!! 

Depois da atividade de Educação Física da semana passada, esperamos que seu interesse pelo xadrez tenha lhe dado algumas habilidades para responder questões sobre o jogo. 

Inicialmente, no jogo de xadrez, todas as peças mostradas abaixo são dispostas nas duas linhas mais próximas ao jogador sem saltar nenhuma casa.

  • Quantas casas são ocupadas inicialmente? Qual é a fração que representa esta quantidade em relação ao total de casas?

  • Quantas casas ficam desocupadas? Qual é a fração que representa esta quantidade em relação ao total de casas?

  • Qual(is) é(são) a(s) peça(s) que pode(m) percorrer o maior número de casas? (Considere o tabuleiro vazio só com uma peça e o movimento verdadeiro da peça.) Quantas casas poderá percorrer?

  • Qual(is) peças podem se mover na diagonal? Qual é o maior número de casas que a(s) peça(s) que você respondeu pode mover?

  • Qual é a peça que percorre obrigatoriamente 3 casas? Desenhe todas as possibilidades de movimentos desta peça.


Observe a situação do jogo e responda as questões abaixo:

  • Indique quantas casas do tabuleiro as peças brancas ocupam. 


  • A seguir monte a fração que as peças brancas representam no tabuleiro.?


  • E as peças pretas, qual fração as representa?


  • Qual fração representa todas as peças do jogo em casas do tabuleiro?


  • E as casas vazias?


Observe a figura abaixo:

  • O cavalo que está na posição A1 é de Ricardo e o da A2 é de Luana. Usando apenas o movimento verdadeiro do cavalo, qual dos dois usam menos movimentos para chegar à espiga de milho?


Tabuleiro referência:

Portal do Professor - Vivendo e Aprendendo a Jogar - Jogo de Xadrez.

Peças

Xadrez 6º ao 9º ano - EM Passarelli News


01 dezembro, 2020

O Brasil está vivendo uma segunda onda de Covid-19 ou um repique da primeira?



Não há consenso científico para definir o atual momento da pandemia do novo coronavírus; o fato é que o número de casos, que estava caindo, agora está em alta.

Como está seu conhecimento a respeito dessa pandemia?
  • Sabe quais são os sintomas?
  • Como é transmitido?
  • Como se proteger?
  • O que fazer em caso de ficar doente?
Pensando nessa alta dos números de casos, a Rede D’Or fez um formulário (Quiz) que serve para nos mostrar se temos informações básicas para evitarmos o contágio do vírus ou não.

Já pensou se o risco de contaminação com Covid-19 estivesse associado ao nosso nível de informações sobre as formas de contágios deste vírus? Como está seu nível de informação? Está totalmente por dentro ou completamente por fora das informações.

Responda todas as perguntas do formulário e aproveitem para aprenderem o que não souberem, pois a cada erro ou acerto, uma orientação é mostrada. Responda e divulgue. Desafie os seus amigos! Assim todo mundo fica bem informado de uma forma interativa 😉



26 novembro, 2020

Thanksgiving Day

 


    O Thanksgiving, ou em português Dia de Ação de Graças, é um feriado nacional comemorado nos Estados Unidos toda 4ª quinta-feira do mês de novembro e no Canadá toda 2ª segunda-feira do mês de outubro. Essa data expressa a gratidão por todas as coisas boas que aconteceram ao longo do ano. Originalmente, a data decorria após a época das colheitas, justamente para agradecer a fartura da produção agrícola. Por isso, as famílias se reúnem em comemoração manifestando carinho e agradecimento. Ao lado do Natal e do Réveillon, o Dia de ação de Graças é um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos e do Canadá. Curioso notar que este dia, que não está associado a nenhuma religião, se popularizou com o passar dos anos, sendo assim, comemorado por todos, independentemente do credo.

Fonte:

https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/

Você tem motivos para ser grato? Conte para nós seu motivo para ser grato nesse ano de 2020!

Made with Padlet

Agora, monte o quebra cabeça abaixo e veja nossa mensagem desse dia para vocês. Have fun!!

17 novembro, 2020

Globalização e comunicação: a dificuldade da sobrevivência das línguas locais.



 



A comunicação é parte essencial da relação entre seres humanos, e a língua é uma forma indispensável de comunicação, seja ela verbal, escrita ou de sinais. Estima-se, de acordo com a UNESCO, que existem mais de 7.000 línguas no planeta Terra. Este número está em constante mudança pois a língua é viva e dinâmica, e a mesma é falada por pessoas, cuja vida é moldada por uma mundo globalizado.

Uma parte significativa dessas línguas estão ameaçadas de extinção devido ao processo de globalização que vem crescendo a cada ano. Essa extinção não é nova. Desde os tempos das colonizações que o desaparecimento de línguas nativas acontece e o uso da língua do colonizador se torna predominante, como aconteceu na Irlanda onde o irlandês, apesar de ainda ser ensinado nas escolas, não é a língua de comunicação oficial entre as pessoas. Outro exemplo, mais próximo, é o Brasil, onde muitas línguas indígenas foram extintas e outras dessas línguas poucas pessoas possuem conhecimento, e ao contrário da Irlanda, essas línguas indígenas não são ensinadas nas escolas fora das aldeias. 

O desaparecimento de uma língua nativa é visto como um problema, pois uma língua não carrega somente o peso de proporcionar às pessoas a eficácia de uma comunicação, mas carrega traços culturais, mitológicos, científicos e valores de um determinado povo. Quando a língua de um povo desaparece, desaparece junto com ela toda uma história e tradição de uma sociedade na qual se torna refém de uma outra cultura. Alguns estudiosos chamam esse processo de epistemicídio, quando a ação dominadora de um povo interfere na produção e reprodução da vida e destrói culturas, saberes e crenças. Desde o início do processo de colonização, epistemicídios acontecem em todo o planeta, muitas vezes pautados no discurso de “progresso”.

Em muitos lugares, durante o processo de colonização, as línguas nativas e do colonizador produziram novas formas de comunicação. O português falado no Brasil, por exemplo, tem influência de línguas indígenas e africanas e possui especificidades em relação ao português falado em Portugal ou em Moçambique. Isso ocorre em vários países que passaram por processo de colonização. Além disso, a língua é marcada por regionalismos dentro do próprio país. 

Muitas palavras da própria língua portuguesa se perderam ao longo dos anos, no entanto, no interior do país as observamos no modo de se comunicar das pessoas de determinadas regiões, essas palavras pertencem ao chamado português antigo, ou arcaico. Em geral, encontram-se ligadas a características da cultura local e aparecem em manifestações festivas tradicionais. Para os habitantes dos grandes centros urbanos, algumas dessas palavras soam estranhas ou até desconhecidas. O grande escritor Guimarães Rosa utilizou esse vocabulário em sua obra literária e a partir deles criou novas palavras, como no exemplo abaixo:

“Diz-que-direi ao senhor o que nem tanto é sabido: sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando; mas, quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas.”

http://obviousmag.org/a_procura_da_poesia/2017/passagens-de-amor-e-odio-em-grande-sertao-veredas.html#ixzz6dVzrmONW Acesso em 11 de nov 2020.


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