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27 novembro, 2020

O que SUS realmente faz?

 O SUS (Sistema Único de Saúde) tem sido um assunto muito falado ultimamente. Você sabe qual é o real papel do SUS? Leia os slides abaixo e aprenda o que esse sistema proporciona para a sociedade. 



Quer saber um pouco mais? Clique aqui. 


Agora é a hora de você testar seus conhecimentos. Faça a cruzadinha abaixo e divirta-se! Se quiser imprimir a atividade clique aqui. 









20 novembro, 2020

20 DE NOVEMBRO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

 

POR QUE DEVEMOS FALAR SOBRE ESTE TEMA?

Todos os anos celebramos o Dia da Consciência Negra em 20 de novembro. A data foi escolhida como referência à morte de Zumbi dos Palmares, líder quilombola que lutou para preservar a segurança e a cultura de africanos escravizados que conseguiam fugir no período em que a escravidão era permitida no Brasil.

Zumbi era filho de africanos escravizados que haviam fugido e organizado uma comunidade que recebeu o nome de Quilombo de Palmares. Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo e para defender o território contra as ameaças de colonizadores.

Aos 40 anos de idade, em 20 de novembro de 1695, depois de ter sido traído por um antigo companheiro e entregue as tropas dos bandeirantes, Zumbi foi assassinado. Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial.

Para relembrar os feitos históricos e a luta pelos direitos da pessoa negra, em 9 de janeiro de 2003, foi incluído no calendário escolar atividades referentes ao Dia da Consciência Negra. A Lei 12.519/2011 que institui oficialmente a data no calendário de comemorações foi sancionada apenas em 2011.

A IMPORTÂNCIA DA DATA

A data é importante porque é uma maneira de reconhecer os descendentes africanos como construtores da sociedade brasileira, além de trazer à nossa reflexão situações de preconceito racial sofridas pelas populações de origem negra, bem como a opressão social da qual ainda são vítimas. De acordo com o IBGE, atualmente, a população negra representa 54% do total de brasileiros. 

Vale lembrar que o Brasil foi a última nação a abolir a escravidão na América Latina, em 13 de maio de 1888. No entanto, a luta por liberdade, melhor condição de vida e pelos direitos mínimos continua através de várias pessoas públicas que representam essa causa, das organizações sociais e das pessoas anônimas que, dia a dia, tentam vencer as barreiras do racismo.

A SITUAÇÃO DA POPULAÇÃO NEGRA NO BRASIL

Apesar de ser a maioria da população brasileira, negros ainda enfrentam um cenário bastante difícil no país. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a população negra é a mais afetada pela violência e pela desigualdade.

No mercado de trabalho, negros e pardos são as pessoas que mais enfrentam obstáculos na progressão na carreira, muitas vezes sem possuir igualdade salarial. Segundo o Ministério Público do Trabalho, os negros estão entre os que mais passam por situações humilhantes e constrangedoras durante a jornada de trabalho.

As mulheres negras são as vítimas mais recorrentes de homicídios e são o principal grupo de risco nos casos de feminicídio (homicídio cometido contra mulheres que é motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero).

Pardos e pretos são minoria nos Poderes Judiciário e Legislativo, apesar de esta representação ser muito importante para a construção de debates e projetos que diminuam a desigualdade no Brasil.

A maior parte dos presos no Brasil são jovens, pretos ou pardos e com baixa escolaridade e são afetados pelo analfabetismo e dificuldade de acesso ao ensino superior.

E ENTÃO, O QUE PODEMOS FAZER?

O preconceito ainda existe, e uma das formas de combatê-lo é discutindo e expondo as mazelas enraizadas no dia a dia da sociedade brasileira.

Sabemos que todos os dias e todas as horas devemos combater o preconceito com nossas melhores ações. Desta forma, vamos começar procurando acolher, entender, respeitar e valorizar culturas diferentes da nossa. Além de adquirir mais conhecimento, nos tornaremos pessoas melhores para o mundo.

Existirá preconceito enquanto houver ignorância, por isso a educação, o esclarecimento é o passo mais importante para desconstruí-lo. 

MÃOS Á OBRA... 

A linguagem é um dos pontos altos das coisas cotidianas que trazemos do continente-mãe, a África. E como a cultura negra é a essência da nossa sociedade, vamos identificar algumas palavras de origem africana que usamos em nosso dia-a-dia. 

Copie as respostas diretamente no seu caderno enumerando as palavras localizadas de acordo com a sua definição. Clique na imagem abaixo para abrir a atividade completa. 

SAIBA MAIS SOBRE O ASSUNTO 

Separamos alguns links de blogs, sites e documentários sobre o assunto: 

  • Associação Brasileira de Pesquisadores Negros 
  • Instituto da Mulher Negra Geledes 
  • Mundo Negro

Fontes: 

  • https://www.agencialinka.com.br/agencia-de-marketing/dia-da-consciencia-negra-importancia-dodebate-racial 
  • https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/trabalho-eformacao/2019/11/17/interna-trabalhoeformacao-2019,807077/negros-ocupam-cargos-commenor-remuneracao-no-mercado-de-trabalho.shtml 
  • https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2019/11/20/consciencia-negra-numeros-brasil/
  • https://www.geledes.org.br/o-que-e-consciencia-negra/

23 outubro, 2020

RESPEITO AOS IDOSOS

Novos olhares sobre a velhice


Vocês sabiam que o Estatuto do Idoso, como é conhecida a Lei 10.741/2003, está completando 16 anos neste mês de outubro? A Lei foi criada com o objetivo de assegurar direitos das pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Para tanto, aborda questões familiares, de saúde, discriminação e violência contra o idoso. Daí, nos perguntamos: essa lei é necessária mesmo? Não aprendemos desde criança que devemos cuidar dos mais velhos e respeitá-los? Infelizmente, a resposta é não, muitos ainda não aprenderam a cuidar dos idosos e, por isso, a sociedade necessita, sim, de uma lei que faça com que alguns indivíduos cumpram seu dever.

No Brasil, de acordo com dados do Disque 100 (Disque Direitos Humanos) de 2019, a negligência, a violência psicológica e o abuso financeiro e econômico estão entre os tipos de violência mais praticados contra as pessoas idosas. Em 2020, com a pandemia do novo Coronavírus, as denúncias de violações contra essa parcela da população têm aumentado, haja vista que, na maioria dos casos, a violência contra a pessoa idosa é praticada por alguém da família como filhos, netos, genros ou noras e sobrinhos. Diante disso, precisamos ficar atentos e denunciar essas atitudes a fim de proteger nossos idosos.

Enquanto nossos idosos, além de serem protegidos contra a Covid-19, ainda têm que ser protegidos, em alguns casos, da própria família. Os povos indígenas lutam para afastar o vírus de suas aldeias, pois ele é uma ameaça, principalmente, às pessoas detentoras de grandes conhecimentos: os idosos. Para os indígenas jovens quando um ancião morre, vai com ele toda uma história.

No artigo “Um olhar sobre o envelhecer numa aldeia indígena”, publicado pela pesquisadora Marisa Marcela Herrero, que é responsável pelo Programa Povos Indígenas do Sesc São Paulo, a autora  visitou durante 20 anos, 55 aldeias indígenas e, apesar da incrível variedade de povos, observa pontos em comum entre elas. Conforme dados apresentados no artigo, os indígenas envelhecem bem devido à alimentação, livre de sal, açúcar e óleos; por viverem em um ambiente saudável, sem venenos, sem lixo e sem poluição; pela intensa atividade física, pois o dia começa cedo e as atividades vão até o escurecer e, principalmente, pela forma como é a vida comunitária. Nas aldeias indígenas visitadas, não há classes sociais como na nossa sociedade, ou seja, todos recebem o mesmo tratamento, têm os mesmos direitos. Os idosos são os guardiões e os transmissores dos valores, da identidade cultural, das tradições. “O velho indígena é fundamental para a sobrevivência e a continuidade desses povos”.

Quando a pesquisadora perguntou a alguns anciãos sobre os momentos mais tristes e mais felizes de suas vidas, as respostas se referiam a momentos coletivos, episódios que marcaram a vida da aldeia e não a vida individual. Dessa forma, percebemos o quanto um idoso se sente participante da vida na comunidade. “Eles nunca representam um fardo a ser carregado pelos mais jovens, eles e elas formam parte indispensável do tecido social de seus povos.” Vale lembrar que, para os indígenas a morte faz parte da vida, contudo a ameaça representada pelo vírus assusta, principalmente, por ser mais grave para os idosos.

Em relação à convivência com os idosos, nossa sociedade tem muito que aprender com os povos indígenas. Precisamos aprender sobre respeito e cuidado. Aprender a ouvir nossos idosos para conhecer nosso passado e valorizar nossas raízes. Quem sabe, se mudarmos nossa forma de olhar a velhice, no futuro, não mais precisemos de leis para nos lembrar de nossas obrigações. 


 Fontes:

https://www.sescsp.org.br/files/artigo/ccc8e42f/0869/422c/bfe7/2ac171474ede.pdf


Agora que você terminou de ler o texto, mãos à obra! É hora de deixar seu comentário. Escreva um pequeno texto falando sobre a importância do estatuto do idoso, e sobre as principais diferenças entre a forma como nós tratamos nossos idosos e a forma como as culturas indígenas os tratam.


09 outubro, 2020

CUIDADOS COM A SAÚDE DAS PESSOAS IDOSAS DURANTE A PANDEMIA

 Se teve lição que 2020 está nos ensinando, é a de que a vida das pessoas que amamos tem um valor inestimável e o bem estar das pessoas ao nosso redor é de responsabilidade de todos e todas. Nesse contexto, é importante entender que os cuidados com os idosos precisam ser amplos e devemos ajudá-los a se manterem saudáveis.

O novo coronavírus pode infectar qualquer pessoa, mas são os adultos mais velhos – com 60 anos ou mais – que têm maior probabilidade de ficar seriamente doentes. Por isso, se você mora ou tem convivência próxima com pessoas da terceira idade, preste muita atenção neste artigo. 

Algumas dicas são aplicáveis a todas as gerações, mas há precauções específicas para os idosos protegerem sua saúde.

  • Cancele consultas médicas não essenciais;

  • Agende sessões de telemedicina para consultas que você não pode perder;

  •  Escolha uma pessoa ou serviço para contato de emergência;

  • Pessoas idosas devem ficar em casa e os cuidadores precisam evitar o contato direto, como beijos e abraços. É importante, também neste caso, que os cuidados de higiene sejam seguidos à risca. Lave as mãos com frequência (esfregue por 20 segundos com água e sabão);

  • Use álcool em gel para as mãos quando não houver sabonete ou sabão disponível;

  • Certifique-se de ter mantimentos e produtos domésticos suficientes para evitar idas constantes aos supermercados, se precisar sair por qualquer motivo use máscara e ao chegar em casa tire a roupa que veio da rua e tome banho, para em seguida colocar uma muda limpa (o recomendável é que a suja fique isolada de outros objetos);

  • Pode ser difícil obter medicamentos com receita médica com antecedência, então pense em encomendar por correio;

  • Fique em casa o máximo possível;

  • Em público, evite multidões e locais fechados com pouca ventilação e sempre que sair use máscara;

  • Mantenha distância das pessoas;

  • Lave as mãos com sabão depois de sair em público;

  • Se precisar se isolar, mantenha contato com familiares e amigos. Parentes devem evitar visitas, mas podem recorrer a outras formas de carinho: telefonemas mais frequentes e chamadas de vídeo, caso o idoso tenha facilidade com essa tecnologia. Essas atitudes fazem todos se sentirem mais próximos, mesmo à distância.

  • Se você acha que está doente fique isolado e ligue para o médico antes de fazer o exame;

  • Ligue para uma linha direta local de assistência ao coronavírus para obter mais informações.

A manutenção de um estilo de vida saudável precisa ser incentivada juntamente com toda essa preparação do ambiente. Esse cuidado é essencial para termos as pessoas que amamos por muito mais tempo ao nosso lado e para proporcionarmos a elas uma boa qualidade de vida na terceira idade.

Para sintetizar todos os cuidados que devemos ter com as pessoas que amamos e principalmente com os mais velhos e vulneráveis ao COVID - 19, durante esse período de pandemia, vamos construir uma nuvem de palavras que lembram todo esse carinho com aquele que amamos. Clique na imagem abaixo para acessar o link e deixe sua contribuição! 


Fontes:

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/03/17/preocupado-com-o-coronavirus-se-voce-convive-com-idosos-leia-isto

https://www.vidanatural.org.br/cuidados-com-idosos-em-casa/

https://portal.fiocruz.br/pergunta/como-fazer-prevencao-entre-idosos-que-precisam-de-cuidados




02 outubro, 2020

Você sabe o que é Outubro Rosa?

 



    
    O movimento popular internacionalmente conhecido como outubro rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete ao laço cor-de-rosa que foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990.

    A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Referências:

http://www.outubrorosa.org.br/historia.htm

https://www.inca.gov.br/assuntos/outubro-rosa

Previna-se, cuide-se!!


25 setembro, 2020

Quem cuida de quem cuida da gente?

 Na semana passada, falamos sobre como essa pandemia vem afetando de forma diferente homens e mulheres. Não viu? Clique aqui e leia o post!

Que tal pensarmos um pouco agora sobre a importância do cuidado e do autocuidado para essas mulheres? Afinal… Quem cuida mesmo de quem cuida da gente?

Para começar, vamos olhar mais de perto para as mulheres que estão à nossa volta? Tente perceber como elas se sentem, o quanto estão trabalhando dentro e fora de casa, se estão cuidando de alguém, e principalmente, se estão sendo cuidadas! 

A Comum, plataforma de desenvolvimento humano para mulheres, e a Tear, rede de iniciativas femininas, desenvolveram um pequeno manual sobre a importância do autocuidado para mulheres que estão na linha de frente, não apenas dessa pandemia, mas em suas vidas. Que tal mostrar esse manual para as mulheres que fazem parte do seu dia a dia? Clique na imagem para ver!






Não esqueça de deixar seu comentário!


18 setembro, 2020

Cuidar: tarefa de quem?

 

    Quando falamos em cuidado com a família, principalmente com crianças, doentes e idosos; logo vem à nossa memória a imagem de uma mulher assumindo esse papel, não é?  Começamos a entender um pouco sobre isso quando sabemos que esse trabalho é desvalorizado na medida em que não gera riquezas. Mas é correto atribuir essas tarefas indispensáveis somente às mulheres?

    Em 2014, a dupla jornada feminina passou a ter cinco horas a mais, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que reúne informações de mais de 150 mil lares. Além do trabalho fora de casa, a jornada delas dentro de casa chega a 21 horas e 12 minutos por semana, mais que o dobro dos homens.

    Segundo Regina Madalozzo, especialista em economia do Insper, “Apesar de a mulher ter conquistado seu lugar no mercado de trabalho, ela ainda não se libertou do trabalho doméstico. Isso só pode mudar via educação. O trabalho doméstico é responsabilidade de todos”. Para Simões, do IBGE, a questão é cultural. O menino não é estimulado a ajudar nas tarefas domésticas. A menina ganha vassoura, fogão, boneca para cuidar e o menino, bola para jogar futebol.

    Então, está na hora de mudar essa cultura, não acha?  Que tal a partir de agora, todos se envolverem nas tarefas domésticas? Afinal de contas, o mínimo que podemos fazer nessa vida é cuidar de nós mesmos.

Texto adaptado pela professora Adriane, de: https://www.geledes.org.br/que-horas-ele-chega-mulher-trabalha-cada-vez-mais-que-homem/. Acessado em 03/09/2020